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Os usuários que utilizam o Revista Mensal, tem total conhecimento e aceitam os termos referidos acima.
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Desculpa Amigos Nossa Equipe Se Raxou E Esse Blog Talvez Nao Voltara Ao Ar!
Mas Eu Tenho Meu Blog Sobre o Novo ENEM. Abraços

http://novo-enem.blogspot.com/

In:

Queda de avião mata 7 em Uganda

Aeronave de carga caiu logo depois da decolagem em Entebbe.
Equipes retiraram destroços do Lago Victoria e buscam sobreviventes.

Pelo menos sete pessoas morreram nesta segunda-feira (9) na queda de um avião de carga Ilyushin 76 pouco depois da decolagem, no aeroporto internacional de Entebbe, em Uganda.

Havia 11 pessoas a bordo, e teme-se que o número de vítimas cresça. Os trabalhos de busca de sobreviventes prossegue.

Foto: Reuters

Funcionária da Cruz Vermelha observa nesta segunda-feira (9) os destroços de avião de carga Ilyushin 76 que caiu no Lago Victoria, em Uganda. (Foto: Reuters)

O avião levava quatro tripulantes e sete passageiros, segundo as autoridades de aviação civil do país africano.

O Exército de Burundi -país que tinha três militares das forças africanas de paz na Somália a bordo- diz que 10 pessoas morreram, entre elas os burundineses.


A aeronave caiu no Lago Victoria, às margens da cidade de Entebbe. Parte dos destroços já foi retirada das águas.

O avião pegou fogo logo depois de subir e caiu em seguida, segundo testemunhas.

A aeronave seguia de Entebbe para Mogadíscio, capital da Somália, onde está mobilizada a Força de Paz da União Africana na Somália (AMISOM), composta por militares do Burundi e de Uganda. Ele levava tendas e purificadores de água e outros equipamentos para as tropas.

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Futebol

Timão empata no fim com gol dele….Ronaldo. Tricolor perde para o lanterna. Em Minas, dá Galo, como sempre. Cruzeiro empata. No RJ, Vascão “Olaria” da Gama goleia e Flu também marca três pontos. E no sul colorado, hein? O Grêmio levou uma sova!

Ele voltou.

O Fenômeno voltou.

No duelo K-9 x R-9, deu empate: 1 a 1.

Mesmo pesadão, com vários quilos acima do peso, ele ainda é “bão, sô!”.

Quando ninguém esperava, aos 48 do segundo tempo, Ronaldo fez o gol de empate, de cabeça.

E olha que não é o forte dele.

Parabéns ao craque, que antes do gol, ainda mandou uma bola na trave.

Na hora de comemorar, os jogadores foram ao encontro da torcida.

Sobrou para o alambrado, que veio ao chão por causa do peso dos atletas.

Não vale dizer que foi devido ao peso do Ronaldo, viu?

No fim, ele saiu feliz da vida, dando entrevista (só depois que apareceu o microfone da Globo, diga-se! Por quê?), sorrindo que nem criança.

Mas precisa emagrecer um pouquinho.

E que lance bizonho do Felipe, hein?

E o Palmeiras-Paulistinha?

Estava com o jogo ganho.

Mas ainda está na frente do Paulistão.

E na Libertadores?

Xiiiiii…é o lanterninha.

O Mogi-Mirim das Américas.

Por falar no time de Rivaldo, o Sapão engoliu o desfalcado São Paulo por 2 a 0.

Pô, Tricolor, eu faço a maior propaganda do “senhor”, digo que é o professor do Palmeiras, já que está ensinando o Verdão como é que se ganha na Libertadores, e depois me apronta um papelão desses?

E meus três filhos que estão chorando, como é que ficam, hein?

Vou conversar com o meu advogado para saber se é possível processar o Ju-Ju, o Juvenal Juvêncio, pela choradeira lá em casa!

Uma vergonha!

Vai tomar banho na soda!!!!

Em Minas, o Galo mais lindo do mundo fez 3 a 1 no Democrata.

Esse meu Atlético só dá alegrias, viu?

O Cruzeiro empatou com o Tupi por 0 a 0 e está vendo o time do Leão se aproximar da ponta.

Apesar, do Leão, como sempre!

No Rio, o Vasco, coitado, fez 3 a 0 no Friburguense.

Vamos lá, Vascão!

No Engenhão, o Fluminense fez 1 a 0 no Mesquita.

O que aconteceu com o Grêmio, hein?

Levou uma surra do Santa Cruz por 3 a 2.

Eu não vi o jogo, mas sei que os vencedores poderiam ter feito oito gols.

Só não fizeram porque ficaram com pena dos “ex-ex-ex-Imortais”.

Que papelão, “seu” Grêmio!!!

Depois vocês falam que eu sou implicante.


Fonte:http://blog.miltonneves.ig.com.br/

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Indústrias farmacêuticas anunciam fusão bilionária

Merck e Schering-Plough, dos EUA, irão se fundir.
Transação terá custo total de US$ 41,1 bilhões.


Os conselhos de administração dos grupos farmacêuticos americanos Merck e Schering-Plough anunciaram nesta segunda-feira (9) a conclusão de um acordo para uma fusão, em uma transação que envolve troca de ações e pagamento em dinheiro, por um total de US$ 41,1 bilhões.

Segundo as companhias, cerca de 44% do pagamento será feito em dinheiro e 56% em ações. Da porção em dinheiro, US$ 9,8 bilhões virão de recursos próprios, enquanto US$ 8,5 bilhões serão financiados pelo banco J.P. Morgan.

A nova empresa terá o nome de Merck ao fim da transação, que foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas gigantes, segundo um comunicado conjunto.

O acordo determina que os acionistas da Schering-Plough receberão 0,5767 ação e US$ 10,50 em pagamento por cada ação da Schering-Plough.

Cada ação da Merck se transformará automaticamente em uma ação da empresa combinada, da qual os atuais acionistas da Merck terão 68% e os da Schering-Plough, 32%.

Após a fusão das duas gigantes, cujo volume de negócios combinado chegou a US$ 47 bilhões em 2008, a Merck espera economizar custos depois de 2011 da ordem aproximada de US$ 3,5 bilhões anuais.

"Damos nascimento a um sólido líder mundial no setor do atendimento da saúde, destinado a ter êxito e a gerar um crescimento duradouro", afirmou o presidente da Merck, Richard Clark.

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Juro do cheque especial cai pelo terceiro mês seguido, diz Procon

Reduções, no entanto, foram pouco expressivas, segundo a fundação.

Taxa média do empréstimo pessoal também ficou menor.

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos no cheque especial e no empréstimo pessoal para pessoa física registraram em março sua terceira queda consecutiva, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP. As reduções, no entanto, não foram expressivas, segundo a Fundação.

Foram pesquisadas dez instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

No cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,17% ao mês, apenas 0,01 ponto percentual abaixo dos 9,18% verificados em fevereiro. A única alteração foi promovida pelo HSBC, que reduziu a taxa de 9,57% para 9,47% ao mês. Os demais bancos mantiveram suas taxas.

Para o empréstimo pessoal, a taxa média mensal ficou em 5,80%. Em fevereiro, fora de 5,89%. A única queda partiu do Banco Real, que alterou de 7,35% para, 6,36% ao mês. Já a única alta partiu do HSBC, que alterou a taxa de 4,57% para 4,70% a.m.

Taxas de juros mensais praticadas pelos bancos em fevereiro

Banco Empréstimo pessoal Cheque especial
Banco do Brasil 4,60% 7,91%
Bradesco 5,91% 8,56%
Caixa Econômica Federal 4,39% 7,35%
HSBC 4,70% 9,47%
Itaú 7,01% 8,87%
Nossa Caixa 4,90% 8,80%
Real 6,36% 9,70%
Safra 6,90% 12,30%
Santander 6,36% 9,85%
Unibanco 6,91% 8,91%

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Paixão, fator de sucesso




Pesquisas recentes sobre os fatores que influenciam o sucesso de um profissional, apontam numa direção comum a todas as pessoas que lograram êxito nos negócios, na vida pessoal, nos esportes e na profissão: A paixão pelo que se faz! Este único fator gera diversas outras mudanças de comportamento que, juntas, tornam o sucesso um resultado previsível.

A começar pelos relacionamentos pessoais, a paixão pela família, pela pessoa amada e por amizades, nos torna mais felizes e, com isto, faz com que nossa interação com estas pessoas gere maior satisfação para todos os envolvidos. Mas é na área profissional que a paixão exerce um impacto mais significativo, pois acaba alterando por completo as relações e os resultados alcançados em todas as outras áreas de nossas vidas.

O Guru de marketing, Mark Albion, professor da universidade de Harvard e autor do livro, “Making a Life, Making a Living”, que numa tradução livre significa “tenha vida, ganhe a vida”, realizou uma pesquisa com 1.500 profissionais que obtiveram MBA nas melhores escolas americanas durante 20 anos. Nesse estudo, ele separou aqueles que priorizaram, em sua primeira opção de emprego após o curso, primeiramente ganhar dinheiro, para depois buscar fazer o que realmente gostariam. Do total 83% dos pesquisados escolheram o emprego por causa do salário.

No outro grupo, 17% escolheram buscar emprego em áreas que realmente gostassem de trabalhar, independente do ganho financeiro. Os resultados foram surpreendentes. Após 20 anos de acompanhamento, Albion encontrou 101 multimilionários, e destes apenas um era do primeiro grupo, aquele que escolheu o emprego por causa do salário, os restantes 100 milionários pertenciam ao grupo dos que priorizaram trabalhar em funções em que tinham paixão. Esta pesquisa consta em matéria da revista VOCÊ S.A. (Edição 50, agosto de 2002).

São dados que nos fazem refletir sobre nossa trajetória profissional. Mas se analisarmos estas informações à luz da razão, vamos perceber que estes dados fazem muito sentido. Vejamos alguns aspectos sobre as conseqüências de realizarmos nosso trabalho, tarefas ou mesmo relacionamentos com paixão.

  • Aumenta nosso comprometimento com os resultados.
  • Nossa motivação para realização das tarefas necessárias é naturalmente maior.
  • É grande a disposição para realizar sacrifícios.
  • Associamos naturalmente o prazer às atividades habituais.
  • Prestamos maior atenção àquilo que nos interessa.
  • A produtividade no serviço é maior.
  • Nossa felicidade no trabalho influencia positivamente as relações interpessoais.

O Palestrante norte-americano Tim Sanders, que escreveu o livro “O Amor é a Melhor Estratégia” (Editora Sextante), e é um dos autores corporativos mais lidos nos EUA, defende que existe uma grande influência do amor, nas relações interpessoais das organizações e o desempenho de um profissional. Também realizando pesquisa em empresas Tim Sanders percebeu que as organizações de maior sucesso são justamente aquelas que promovem uma interação entre seus funcionários, facilitando o desenvolvimento de relações de amor e amizade entre eles. Estas relações são facilitadas quando se tem paixão pelo que se faz.

Esta abordagem sobre a importância da paixão no desempenho profissional levanta duas questões fundamentais na relação entre as pessoas e as organizações. De um lado, é preciso que as empresas busquem criar ambientes e climas organizacionais que facilitem o trabalho e o bem estar de seu funcionários. Esta política ajuda a desenvolver paixão pela organização e pelo trabalho a ser realizado. Além disto, é preciso saber selecionar, para seu quadro de funcionários, aquelas pessoas que tenham habilidades compatíveis com o trabalho e afinidades com a organização.

Por outro lado, os profissionais precisam aprender a identificar as empresas que possam lhe oferecer as melhores condições de trabalho de acordo com seus gostos e habilidades. O fator salário não pode ser o único, ou o fator decisivo, em sua escolha. É preciso ter sabedoria e pensar no futuro, pois muitas vezes um emprego com salário inicial menor, mas que lhe traga maior satisfação, pode ser uma grande oportunidade profissional no longo prazo.

Portanto, gostaríamos de ressaltar tanto para as empresas como para os profissionais, a importância de haver uma sintonia de propósitos, de objetivos e de relacionamento entre empresas e seus funcionários. As relações trabalhistas, em muitos sentidos, são semelhantes a um casamento. É necessário que haja paixão e amor de parte a parte, para que estas relações sejam plenas e satisfatórias, tanto para as organizações como para os profissionais.

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Viva, leia e... escreva

Adoro fuçar as livrarias em busca de livros sobre redação, para preparar minhas aulas. Daí que sempre me espanto com o número de manuais que prometem ensinar como escrever bem.

Se um dia escrever um livro do tipo, ele conterá apenas três conselhos: leia, escreva e viva. É o que digo a meus alunos na primeira aula. Manual não ensina a escrever. Nem gramática. Nem dicionário. Muito menos cursos de redação.

Erros gramaticais? Não dê vexame e está tudo bem, diz Luis Fernando Veríssimo. E eu concordo com ele.

Tudo não passa de adjutórios. Claro que é bom ter em casa uma geladeira, um fogão, uma gramática, um dicionário e um bom manual de escrita. Às vezes, é bom até freqüentar um curso. Ajuda. Mas não ensina.

- E ler o quê? - perguntam os alunos.

Leia de tudo. Não caia na armadilha de ler apenas autores "consagrados". Leia "bons" autores para se encantar e aprender a escrever. Leia "maus" autores para conhecer o imaginário do mundo. Leia bulas de remédio, outdoors, cartazes, anúncios de classificados.

Lendo e escrevendo, você vai adquirir o que Celso Pedro Luft chamou de "gramática interna". Vai conhecer por instinto as regras gramaticais e a grafia das palavras. De quebra, vai aprender a pensar.

Escreve bem quem pensa bem, ensinam os mestres. Aprende a pensar quem vive, acumula experiências, conversa, observa, viaja (nem que seja em pensamento), estuda, lê (mais uma vez, de tudo), escreve, arrisca.

Nenhum manual consegue, sozinho, ensinar a pensar. Quem não pensa não tem boas idéias. Quem não as tem não pode dá-las, adverte Othon M. Garcia.

Simples assim.

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À você mulher


Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.

Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande.

Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.

Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.

Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.

Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.


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Aula De Redação!

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Como se prepara para uma Entrevista

É muito importante que você esteja bem preparado para uma entrevista de emprego. De modo algum, você pode "cair de pára-quedas" em uma reunião tão importante. Ou você agrada, ou está fora! Seguindo as regras que a equipe do iJobs listou abaixo, as suas chances de obter o emprego aumentarão consideravelmente:

  1. Seja sempre positivo;
  2. Analise bem as ofertas antes de dizer não. Saiba considerar;
  3. Não faça comentários negativos a respeito dos ex-empregadores;
  4. Responda sempre sob o ponto de vista das empresas;
  5. Demonstre entusiasmo;
  6. Não seja vago;
  7. Seja pontual, apresentando-se com alguns minutos de antecedência ao horário marcado;
  8. Vista-se de maneira sóbria e elegante. Seja formal, tenha os cabelos aparados e bem cuidados e, no caso das mulheres, use maquiagem leve;
  9. Pratique as respostas para as perguntas mais comuns, tais como: "Quanto você quer ganhar?" e "Por que deixou seu emprego anterior?";
  10. Nunca minta;
  11. Cumprimente o entrevistador com firmeza e confiança;
  12. Controle a sua ansiedade;
  13. Sente-se com uma postura adequada;
  14. Concentre sua atenção no entrevistador. Escute o que ele tem a dizer e responda à medida que for sendo questionado, de forma coerente e segura;
  15. Deixe em casa cigarros, chicletes e balas;
  16. Mostre interesse em conhecer as regras da empresa;
  17. Seja você mesmo;
  18. Mantenha a objetividade e afaste sinais de desânimo ou abatimento;
  19. Lembre-se do velho ditado "a primeira impressão é a que fica", pois raramente surgirá uma segunda oportunidade para desfazer uma má impressão.

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O que Fazer para seu Currículo valer Ouro

Como fazer um texto objetivo, que seja atraente, exponha o seu histórico, mostre seus resultados e revele um pouco da sua personalidade? Eis aqui um roteiro completo para você chegar lá

Por: Márcia Rocha

Você caprichou no seu currículo, colocou tudo o que acha que deveria e vai enviá-lo, digamos, a um headhunter. Ou a um diretor de RH. Ou simplesmente ao departamento de seleção de alguma empresa. Tudo bem, mas, responda uma coisa: você faz idéia do espaço de texto e de tempo que tem para chamar a atenção da pessoa que vai ler o seu currículo? Duas páginas e 40 segundos. Só. Mais nada. Você sabe exatamente o que significa "chamar a atenção" da pessoa que vai ler o seu currículo? Deixá-la com vontade de ler até o fim - e curiosa para conhecê-lo pessoalmente.

Diante disso, antes de começar a descrever os cargos que teve, as coisas que fez e as empresas por onde passou, coloque-se no lugar de quem vai ler o seu currículo. E, quando estiver com ele pronto, coloque-se de novo no lugar de quem vai lê-lo. Está atraente? Objetivo e claro? Bem escrito, com um texto elegante? Tem informações interessantes? Expõe os resultados que você conseguiu para as empresas por onde passou? Mostra um pouco do seu modo de ser? Está, enfim, à altura do profissional que você é?

Não é novidade para ninguém que a concorrência por uma boa colocação no mercado de trabalho não pára de crescer. E é óbvio que, toda vez que a oferta é grande e a demanda nem tanto, só os feras conseguem passar pelo funil. Em outras palavras, só quem realmente tem o que dizer, e ainda por cima for convincente, é que tem alguma chance hoje em dia. Vamos aos números:

No BankBoston, que tem 4 000 funcionários, chegam cerca de 200 currículos por dia pelo correio. "Desses, apenas uns 50 vão para o banco de dados", diz Denise Asnis, diretora adjunta de recursos humanos do banco. Pela Internet chegam outros 1 000, 1 200 currículos diariamente. Somente uns 300 são arquivados.
A Microsoft recebe semanalmente 1100 currículos online. Pelo correio chegam mais 200. Detalhe: a empresa tem apenas 250 funcionários no Brasil. Em seu banco de dados há, atualmente, perto de 60000 currículos (que uma vez por ano são deletados automaticamente).
No grupo Accor, só no ano passado, chegaram 63 500 currículos, ou seja, o triplo do número de pessoas que trabalham na empresa.
O escritório brasileiro da Korn/Ferry International, uma das maiores empresas de busca de executivos do mundo, recebe todos os dias de 100 a 150 currículo, em média.

A briga, como se vê, está para gente forte. A questão principal aqui é que poucas pessoas sabem fazer um currículo bem feito. Na verdade, segundo os headhunters, só uma minoria sabe. Eles são unânimes em dizer que é espantosa a quantidade de currículos ruins que lhes chega às mãos todos os dias. E não se trata do escalão de baixo, não. Há centenas e centenas de currículos vergonhosos de diretores de empresas. Não condizem com seu nível social, com a experiência que têm e muito menos com o cargo que ocupam. O pior é que os diretores em geral são os profissionais de marketing. Dá para contratar alguém que tenha por ofício vender a empresa, suas marcas e produtos e que, no entanto, não seja capaz de vender nem a si próprio num pedaço de papel? O resultado é que um número enorme de bons profissionais perde ótimas oportunidades de trabalho pelo simples fato de ter um currículo malfeito.

Mas será que é assim tão complicado confeccionar um currículo direito? A resposta é sim. Claro que a tarefa não se compara a resolver um teorema de Pitágoras. Mas exige concentração, reflexão, tempo, poder de síntese, bom texto e, sobretudo, uma compreensão verdadeira do que é importante ressaltar. A VOCÊ s.a. fez um levantamento minucioso de tudo o que deve ter - e também o que não pode conter - um currículo para ser considerado muito bem-feito. Merecer nota 10. Ganhar de lavada dos outros. Ouvimos cerca de 20 profissionais e chegamos a 25 itens práticos e indispensáveis. Leia-os com atenção e nunca se desfaça desta revista, pois, se Deus quiser (e seu currículo ficar bom mesmo), você terá que atualizá-lo muitas vezes na vida.

1. Diga quem você é

É exatamente aqui que começam os erros: nos dados pessoais. Escreva no alto da página seu nome completo, endereço (também completo), telefone, celular, e-mail, nacionalidade, idade, estado civil e número de filhos. E mais nada. Em relação aos três últimos itens há uma controvérsia - alguns consultores acham que devem ir no fim do currículo; outros, no começo. Faça como quiser, porque não muda nada. Não se sabe por que algumas pessoas insistem em mencionar o número do RG, do CPF, da carteira profissional, do título de eleitor, do atestado de reservista... Para quê? Antes de escrever qualquer coisa, faça sempre esta pergunta a si mesmo: para que vou pôr isso? O currículo não é um contrato, em que os documentos e mais um monte de outras coisas precisam ser relacionados. O currículo é apenas um papel com o seu histórico profissional, que serve para quem vai lê-lo decidir se vale ou não a pena conhecer você pessoalmente.

2. Como definir seu objetivo

O que você quer tem que estar logo depois dos dados pessoais. É hora de deixar claro seu objetivo, o cargo, ou os cargos, e a área (ou áreas) que você pretende. Como dizer isso sem enrolar? Veja o exemplo: "Posição de diretoria nas áreas de logística, supply chain ou comercial" Ao contrário dos profissionais experientes, quem está entrando no mercado deve explicar como quer direcionar sua carreira e por que escolheu aquela profissão. Segundo Claudio Neszlinger, diretor de recursos humanos da Microsoft, o texto pode seguir mais ou menos este raciocínio: "Quero agregar conceitos de marketing à minha formação técnica porque acho que assim vou me desenvolver profissionalmente".

3. Não seja um franco-atirador

Antes de mandar seu currículo para qualquer empresa, decida o que gostaria de ser e em que área desejaria atuar. Você pode até querer ser duas coisas, como gerente de marketing ou de recursos humanos. Mas ninguém normal quer ser dez coisas diferentes. Veja o exemplo que NÃO deve ser seguido: "Atuar na área de recursos humanos, em todos os setores de cargos e salários, recrutamento e seleção de pessoal, área financeira (faturamento, agenda de pagamentos, composição bancária...), área de produção (desenvolvimento de projetos, controle de qualidade, controle de estoque...), área de marketing (viabilização de novos projetos, acompanhamento de campanha, estudo de mercado...) etc." Seja honesto: você daria um emprego para um mentecapto desses???

4. Não embrulhe para presente

Colocar capas ou guardar o currículo dentro de pastas é puro desperdício de dinheiro. "Eliminamos tudo ao inserir o documento no banco de dados. Só aproveitamos o texto", diz Zoila Mendes Pinto, headhunter da SpencerStuart. O currículo não precisa ser uma obra de arte. Basta ser bom. Até porque a preocupação excessiva com a estética pode dar a impressão de que o candidato está "dourando a pílula" para disfarçar alguma falha. Portanto, basta utilizar folhas brancas (limpas) e grampeadas.

5. Tamanho não é documento

Quer fazer um grande favor para a pessoa que vai ler o seu currículo? Não a canse com páginas e páginas contando todos os pormenores dos seus grandes feitos. Use frases curtas e evite ao máximo passar de duas páginas. Vá lá, três é o limite, mas somente se você for um veterano. Caso seja muuuuito experiente e seus conhecimentos exijam mais espaço, faça um outro currículo com algumas páginas extras e segure-o com você. Mas você deve mostrá-lo apenas se for chamado para uma entrevista. Pessoas com pouca experiência profissional não têm desculpa para passar de uma página. "Mais que isso vira enrolação", diz Claudio Neszlinger.

6. O seu tipo ideal

Alto, moreno, bonito... Epa, o assunto aqui é trabalho - estamos falando de ti-po-lo-gia. Fique com as mais simples - como a Courier, a Arial ou a Times New Roman. Elas facilitam a leitura. Também não tente aquele truque mais do que conhecido de diminuir o tamanho da letra para reduzir o número de páginas. "Letras miúdas demais dificultam o trabalho do avaliador e tiram a vontade de ler", diz Yonara Costa, da Simon Franco e Opportunity Consultoria. Qual o corpo ideal? Qualquer um entre 11 e 14. E atenção: não abuse dos negritos, itálicos e palavras sublinhadas. Esses recursos só devem ser usados para organizar os dados.

7. Fale do que é capaz

Podemos dizer que o resumo profissional, o próximo item da lista, é o coração do seu currículo. É aqui que você vai apresentar uma síntese das competências que desenvolveu ao longo da carreira. E precisa entrar antes de citar as empresas em que trabalhou, porque este é o momento em que a pessoa que está lendo vai desistir ou ir em frente. Essa parte é a mais difícil, porque você vai ter que ser breve e, ao mesmo tempo, discorrer sobre as suas habilidades. Para facilitar, faça o texto em itens, como este engenheiro mecânico que está se candidatando a uma vaga gerencial:

Sólida experiência em uma série de funções nas áreas de vendas, manufatura, engenharia, gerência de projetos, relações governamentais, marketing, gerência de produtos, planejamento estratégico e gerência geral de unidades de negócios.
Dez anos de experiência internacional nos Estados Unidos e na América do Sul.
Capacidade de liderança, habilidades de negociação e comunicação, adaptabilidade a novas funções e novos ambientes, coragem e determinação para mudar paradigmas e visão estratégica de diferentes segmentos de negócios tanto no Brasil quanto no exterior.
Se você está começando sua carreira, ainda não tem muito o que contar sobre sua experiência profissional. Então, vá direto para sua formação acadêmica.

8. Por onde você passou?

Mencione somente as últimas cinco empresas em que trabalhou, em ordem cronológica decrescente. Gutemberg Macedo, diretor da Gutemberg Consultores, empresa de recolocação de executivos, aconselha escrever os dados da sua experiência profissional na seguinte seqüência: nome da empresa - se ela não for conhecida, descreva rapidamente seu ramo de atividade, sua posição no mercado, seu faturamento e seu tamanho em número de funcionários (a idéia é mostrar seu porte); cidade e, se for o caso, o país em que ela se localiza; a posição que você ocupava; e, finalmente, o mês e o ano da sua contratação e saída. "É importante mencionar isso para que o empregador saiba se você passou algum período sem trabalhar", diz Gutemberg. Não se limite a dizer qual era o seu cargo. Muito mais importante que ele é contar o que fez na prática. É isso o que vai fazer a diferença - e é justamente esse um erro que grande parte das pessoas comete. Não adianta escrever: administrador financeiro, responsável pelas finanças da empresa. "É óbvio que um jogador de futebol joga futebol", diz o headhunter Robert Wong, da Korn/Ferry International. "O que quero saber é se ele foi capitão do time, se nunca recebeu um cartão vermelho e outras coisas desse tipo." Enumere as responsabilidades que tinha quando ocupou aquele cargo e os resultados que obteve. Sempre que possível, diga quanto a empresa lucrou com as suas ações. Veja como um gerente comercial descreveu as suas atribuições e realizações e siga seu exemplo:

Gerente Comercial Divisão Laminados
Fui o responsável por vendas, marketing, exportação, importação, desenvolvimento de produtos e mercados e serviço de atendimento ao cliente. Vendas em 1999: US$ 84 milhões.
Elevei a participação de mercado no segmento de rodas de alumínio para caminhões de 5% para 95% em cinco anos, qualificando a Roda XYZ como padrão no modelo 1938 pesados Mercedes-Benz. O volume de vendas de 40 000 rodas em 1999 justificou a aprovação de um investimento de US$ 6 milhões para sua fabricação no Brasil."
Se você fosse um médico, poderia descrever suas realizações desta maneira:
"Implementei, juntamente com minha equipe, um programa de combate à febre amarela que resultou na redução de US$ 5 milhões nas despesas públicas com saúde.
Dirigi o Hospital XYZ durante oito anos e reverti seu delicado quadro financeiro por meio de parcerias com a iniciativa privada.
Operei, nos últimos 12 meses, 80 pacientes com problemas cardiovasculares, obtendo 100% de sucesso nessas intervenções."
Naturalmente, não há apenas uma maneira de falar sobre a sua carreira. Vicky Bloch, diretora da DBM, outra empresa de outplacement, sugere que você relacione suas competências com os resultados que obteve nas empresas onde trabalhou. O padrão sugerido pela consultora foi adotado por este profissional, que deseja ser o diretor industrial de uma empresa:

Competência
Capacidade de implementação de políticas e procedimentos, evitando processos para a organização.
Principais Realizações
Implementei políticas e procedimentos internos para aprovação pelo departamento jurídico envolvendo contratos, embalagens e rótulos, comerciais em TV, rádio e revistas, procurações e serviço de atendimento ao consumidor. Por causa dessa atuação preventiva, evitamos problemas com o consumidor como, por exemplo, um recall."

9. Um currículo só não basta

Se há uma coisa que pode adiantar o expediente é fazer um currículo especial para cada empresa que você tenha em vista. É claro que antes você precisa saber em quais empresas gostaria de trabalhar - e não importa se há vagas ou não (qualquer empresa inteligente tem lugar para pessoas talentosas). A partir daí, terá que descobrir tudo o que puder sobre a companhia, sobretudo os problemas para os quais você tem solução. Internet, jornais, revistas e conversas com funcionários são fontes valiosas de informação. Essa é a única maneira de não gastar munição à toa. "Uma vez recebemos o currículo de um físico nuclear", lembra José Luiz Ferreira Gomes, consultor interno de recursos humanos da Copesul. Detalhe: a Copesul é uma companhia petroquímica e não tem espaço para esse tipo de profissional. Em outras palavras, tempo perdido para o candidato e para a empresa.

10. Seu diploma tem grife?

Não adianta negar: além da experiência profissional, a formação acadêmica pesa muito na hora do empregador se decidir por um candidato. É consenso entre os especialistas em carreira que quem não se graduou em uma universidade conhecida deve "reparar" essa falta fazendo uma pós-graduação numa instituição de renome. Não estamos querendo dizer que sem um diploma de primeira linha a pessoa não tenha chances de entrar e crescer numa boa empresa. Claro que o desenvolvimento depende muito mais dela mesma do que das escolas por onde passou. A questão aqui é: o que você tem a oferecer para a empresa? Ela quer alguém que já tenha provado que deu resultados em outras companhias (e para isso o profissional não poderá ser jovenzinho) ou alguém que tenha estudado numa instituição respeitada - porque, teoricamente, desses lugares saem pessoas com mais potencial. Nunca se iluda quanto ao objetivo das empresas: elas querem gente talentosa, capaz de dar resultados. Isso é o que mais importa para elas. Se a pessoa está entrando no mercado e não tem como provar que é boa, passará pelo funil com muito mais facilidade se tiver um diploma de nome, falar inglês fluentemente, tiver estudado no exterior e coisas assim. Se já tem feitos que fazem os olhos brilhar, basta se manter atualizada. Fale sobre sua formação acadêmica começando sempre pelo curso mais recente, com ano de início e de término. Basta relacionar o curso de graduação e pós-graduação (é ridículo colocar pré-primário, ginásio, primeiro grau etc.). Se você estiver pleiteando um estágio, terá mais uma razão para começar dizendo onde fez, ou está fazendo, a faculdade.

11. Nada de cursos relâmpagos

Só coloque os cursos complementares que fizeram você desenvolver alguma habilidade interessante para a empresa onde quer trabalhar. Aqueles seminários de uma tarde sobre relações humanas no trabalho definitivamente não interessam a ninguém.

12. Qual é sua língua

Em matéria de idiomas não existe meio termo. "Ou você é fluente ou não é", diz a headhunter Yonara Costa. Para evitar constrangimentos na hora da entrevista (sim, seus conhecimentos serão testados cara a cara), ela aconselha o candidato a subavaliar seu conhecimento de línguas estrangeiras. Ou seja, é melhor dizer que do francês você só sabe o básico do que afirmar que se vira muito bem - ainda que se vire razoavelmente bem. Ao contrário da faculdade, o nome da escola (ou escolas) onde você aprendeu inglês, alemão, espanhol ou seja lá o que for não importa a mínima. A não ser que tenha aprendido morando no exterior - aí, claro que tem que dizer.

13. Conte sua vida lá fora

O relato das suas experiências internacionais pode ser um item à parte ou distribuído ao longo do currículo. Atenção: viagem de férias para Cancún não é sinônimo de experiência internacional. Estamos falando de trabalhar e morar fora do país. Os candidatos a trainee que tiverem feito intercâmbio ganham pontos. Se tiverem trabalhado entregando pizza, limpando piscinas ou servindo em lanchonete, melhor ainda. Todas essas experiências dão à pessoa jogo de cintura e, de qualquer forma, aumentam a rede de relacionamentos.

14. Muito além do trabalho

Não há uma regra quando o assunto é listar, ou não, os seus hobbies e atividades fora do horário comercial (eles entram no item "informações adicionais"). Alguns consultores são de opinião de que escrever que você gosta de jogar tênis, que é um pé-de-valsa e tem prazer em ser o síndico do prédio é bobagem. Essas coisas devem ser deixadas para a entrevista. Mas não dê ouvidos a eles se a sua intuição disser o contrário, porque um determinado detalhe pode acabar sendo o diferencial decisivo. Quer ver? Certa vez, Robert Wong foi contratado para procurar um diretor de recursos humanos para uma empresa em Brasília. Ele selecionou cinco candidatos, todos na faixa dos 45 anos, como queria o cliente. Apenas um tinha mais de 50. "Era um profissional muito competente. Achei que valia a pena tentar", diz Wong. Adivinhe quem foi o escolhido? Justamente o mais velho. E sabe por quê? "Meu cliente se encantou com o fato de o candidato ter dito em seu currículo que era um exímio preparador de churrasco. Ele também tinha esse hobby", diz Wong. É claro que ninguém é selecionado por adorar fazer churrasco ou ser campeão de natação. Mas isso pode ser uma pista sobre a personalidade da pessoa. Reunir os amigos para preparar um churrasco não deixa de ser um sinal de liderança, qualidade interessante para um diretor de recursos humanos. Para os meninos e meninas que estão disputando um estágio, o item "informações adicionais" é a grande chance de chamar a atenção do empregador. "Não tenho vontade de entrevistar um jovem que não pratique esportes e nunca tenha feito um trabalho voluntário, diz Luiz Edmundo Prestes Rosa, diretor de recursos humanos do Grupo Accor. "Essas são realizações importantes na vida de um adolescente."

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Como Estruturar o Visual do Currículo

Existem três elementos essenciais que nunca devem faltar em um currículo. Cada um deles deve ser facilmente reconhecido pelo leitor como uma seção independente.

  • Dados para contato e informações pessoais que mereçam constar na primeira página.
  • Trajetória profissional relevante.
  • Informações pessoais adicionais importantes.

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